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Segunda-feira, Maio 31, 2004
Nos Domínios de Morfeu
O significado dos sonhos a muito tem intrigado a humanidade. Diversas teorias, elaboradas pelas mais diversas correntes filosóficas, já tentaram desvendar este mistério.
Para os antigos egípcios, os sonhos possuíam poderes oraculares. Na Bíblia, a interpretação que José deu ao sonho do faraó evitou sete anos de fome.
Inspiração, terapia ou realidade alternativa também sempre foram temas relacionados aos sonhos.
Somente a partir do século passado os sonhos passaram a ser sistematicamente estudados. Com a publicação de A Interpretação dos Sonhos por Sigmund Freud, em 1900, os sonhos passam a ser considerados uma via privilegiada para o inconsciente. Segundo Freud, poderiam revelar, de forma disfarçada, os elementos mais profundos da vida interior do indivíduo.
A carência de embasamento biológico desacredita a teoria de Freud e leva os neurocientistas a caracterizarem os sonhos como sendo desprovidos de significado. Segundo muitos, seria o resultado aleatório da atividade das células nervosas.
No passado, os sonhos já foram associados ao desaprendizado, um processo pelo qual o cérebro descartaria informações desnecessárias. Atualmente, tem se visto que os sonhos aparentam atuar de forma oposta. Pesquisas recentes têm mostrado que sonhar reflete um aspecto essencial do processamento da memória. Os sonhos seriam um processo mnemônico básico dos mamíferos, formando estratégias de sobrevivência e avaliando a experiência obtida diariamente à luz dessas estratégias.
Sendo assim, numa véspera de prova, mais vale estudar menos e dormir bem que estudar mais e dormir pouco.
posted by DANIEL PESSOA
5:35 PM
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Terça-feira, Maio 25, 2004
Festa Medieval
Sexta-feira passada aconteceu mais uma edição da tão esperada Festa Medieval. Uma noite toda dedicada à comunhão com os "antigos". Um farto banquete regado a muito vinho, música e apresentações culturais foi oferecido aos cerca de 100 convidados. Nobres cavaleiros, bucaneiros malditos, paladinos, magos, trovadores, gênios da lâmpada, monges, bispos, lindas donzelas, princesas, fadas, ninfas, faunos, elfos, dentre muitas outras personalidades, compareceram vestidos a caráter.
Bebidas:
Vinho
Cerveja
Conhaque
Suco de uva
Suco de maçã
Comidas:
Frutas
Pães diversos
Mesa árabe (kibe cru, pasta de grão-de-bico, pasta de berinjela)
Costela na brasa
Frango cozido na cerveja
Peixe assado
Batatas, brócolis, creme de queijo...
Eventos:
Dança do ventre e dança flamenca com as mais belas dançarinas
Performances de dança realizadas por misteriosos aborígines
Dentre outros
Mais uma vez gostaria de agradecer aos organizadores por me prestigiarem com a honra de sediar este magnífico evento em minha humilde taverna.

posted by DANIEL PESSOA
10:37 AM
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Sexta-feira, Maio 14, 2004
Música e Personalidade
Segundo Peter Rentfrow e Samuel Gosling (University of Texas), a música pode contribuir bastante para o entendimento de muitos processos psicológicos.
Estes dois pesquisadores realizaram uma série de experimentos com a finalidade de correlacionar preferências musicais com traços de personalidade. Uma série de questionários foi aplicada a estudantes universitários e, com base nos resultados obtidos, quatro dimensões de preferências musicais foram identificadas: "Reflexiva/Complexa" (tempo musical lento, instrumentos acústicos, menos vocal), "Intensa/Rebelde" (tempo musical rápido, instrumentos elétricos, mais vocal), "Pop/Convencional" (tempo musical moderado, instrumentos acústicos e elétricos, mais vocal) e "Energética/Rítmica" (tempo musical moderado, instrumentos elétricos, mais vocal).
Indivíduos que gostam de ouvir música Reflexiva/Complexa tendem a ser inventivos, imaginativos, valorizam experiências prazerosas, se consideram inteligentes, são tolerantes, e rejeitam idéias conservadoras.
Os que preferem música Intensa/Rebelde tendem a ser curiosos a respeito de tudo, apreciam se arriscar, são fisicamente ativos, e se consideram inteligentes.
Segundo a análise, os apreciadores de música Pop/Convencional são alegres, extrovertidos, confiáveis, prestativos, se acham fisicamente atraentes, e tendem a ser relativamente convencionais.
Os fãs de música Energética/Rítmica tendem a ser tagarelas, cheios de energia, clementes, se acham fisicamente atraentes, e tendem a evitar ideais conservadores.
Aparentemente, não existe uma correlação entre dimensões de preferência musical e estabilidade emocional, depressão, e auto-estima, sugerindo que estados emocionais crônicos não exercem um grande efeito sobre a preferência musical.
Bem, não sei exatamente o que podemos concluir com este estudo, a não ser que, independentemente de sua preferência musical, você se acha ou muito bonito ou muito inteligente, ou talvez os dois.
Fonte de consulta: Rentfrow, P. J. & Gosling, S. D. (2003) The Do Re Mi's of Everyday Life: The Structure and Personality Correlates of Music Preferences. Journal of Personality and Social Psychology, 84: 1236-1256.
posted by DANIEL PESSOA
2:25 AM
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Terça-feira, Maio 04, 2004
A Tirania da Escolha
"É razoável pensar que um leque maior de opções seria conveniente e agradaria as pessoas. O excesso de possibilidades, no entanto, muitas vezes contribui para a infelicidade delas". - Barry Schwartz.
Segundo Barry Schwartz, o universo de consumidores estaria dividido em dois grupos: os "maximizadores" (aqueles que sempre almejam fazer a melhor escolha possível) e os que "buscam a satisfação" (os que se contentam com o "suficientemente bom", independentemente da existência ou não de melhores opções).
Quer saber em qual categoria você se encaixa? A seguir podemos encontrar a Escala de Maximização. Atribua um valor a cada enunciado, numa escala de 1 (discordo inteiramente) a 7 (concordo inteiramente). Some tudo e divida por 13. Caso o resultado seja superior a 4, você é um maximizador. Mas, cuidado!! Os resultados podem não ser animadores.
Os maximizadores levam mais tempo para decidirem o que comprar. Lêem rótulos, conferem anúncios, experimentam novos produtos e comparam suas decisões com as de outras pessoas. Já os que buscam a satisfação param de procurar um item assim que encontram aquele que satisfaça seus critérios.
Por tentarem atingir a meta de conferir cada uma das opções existentes, os maximizadores tornam suas tomadas de decisão cada vez mais difíceis, ficando preocupados com alternativas que não tiveram tempo de investigar. No final, é mais provável que façam escolhas objetivas melhores do que as daqueles que buscam a satisfação, mas ficam menos satisfeitos. São mais propensos ao arrependimento após uma compra e, quando ficam frustrados, levam mais tempo para recuperar a sensação de bem-estar.
Uma alta pontuação na escala de maximização parece estar relacionada a um baixo grau de satisfação pessoal, infelicidade, pessimismo e depressão. Segundo Schwartz, muitos apresentam índices de depressão na fronteira do caso clínico.
E agora? Descobri ser um maximizador!! Tem algum psicólogo no recinto?
Fonte de consulta: Schwartz, B. (2004) A tirania da escolha. Scientific American Brasil, ano 2, número 24.
posted by DANIEL PESSOA
2:24 PM
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