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Domingo, Maio 25, 2008


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Quarta-feira, Julho 12, 2006


Uma Questão de Fé



Baseando-nos no direito individual de cultuar nossa fé, devemos respeitar as crenças das mais diversas religiões. Também devemos respeitar a sensibilidade dos médiuns, que são capazes de se comunicar com entidades sobrenaturais. Daremos crédito às religiões politeístas dos antigos egípcios e ameríndios. Não zombaremos dos caboclos brasileiros por temerem a ira do "Curupira", nem dos pescadores escoceses por acreditarem na existência do "Monstro do Lago Ness".

A não ser por diferenças no número de adeptos, cada uma destas crenças se encontra no mesmo patamar, pois, do ponto de vista da lógica, não passam de lendas e mitos.

A própria ciência exige fé. Fé na metodologia científica! A princípio, a metodologia científica não é melhor nem pior que qualquer outra crença. Não acho impossível que daqui a 2000 anos a metodologia científica, tal qual existe hoje, acabe sendo motivo de chacotas. Não obstante, tenho fé na metodologia científica e acredito que este modelo se adeque melhor aos meus anseios pessoais.

Não venho aqui para tentar diminuir a importância da religiosidade na vida do homem. Muito pelo contrário! Um sentimento como esse, que até mesmo parece possuir uma área específica do cérebro devotada ao seu processamento, não pode ser desimportante. Mas também parece claro que a existência de um "Ser Superior", baseada apenas no sentimento ou crença pessoal, seja tão plausível quanto à existência de insetos repugnantes que rastejam e importunam certos pacientes psiquiátricos.

Por favor, não me levem a mal. Lembrem-se que esta é apenas a opinião de um neurocientista ateu que gosta muito de elucubrar.


Monstro do Lago Ness, Escócia





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Sexta-feira, Junho 17, 2005


Carrinho vs. Boneca: Diferenças Culturais ou Inatas?



Apesar de muito semelhante em vários aspectos, o cérebro de homens e mulheres parece apresentar uma série de variações estruturais, químicas e funcionais. Estas diferenças sexuais parecem estar amplamente distribuídas e envolvem áreas relacionadas com memória, emoções, visão, audição, processamento de rostos e resposta a hormônios de estresse.

Em homens, por exemplo, partes do córtex parietal, ligado à percepção espacial, são maiores do que nas mulheres. Já algumas áreas do córtex frontal, envolvido em muitas funções cognitivas, e do sistema límbico, envolvido nas reações emocionais, são mais volumosas em mulheres do que em homens. Diferenças no número de neurônios também têm sido encontradas. Segundo Sandra Witelson (Universidade McMaster), as mulheres possuem uma maior densidade de neurônios em áreas relacionadas à linguagem.

Será que estas informações poderiam explicar a maior facilidade dos homens em manobrar automóveis, ou o fato das mulheres apresentarem maior fluência verbal?

Em um experimento realizado pelos pesquisadores Melissa Hines (Universidade da Cidade de Londres) e Gerianne Alexander (Universidade A&M do Texas), macacos foram submetidos a estímulos ("brinquedos") de conteúdo "masculino" (bolas, caminhões), "feminino" (bonecas de pano, panelas) e "neutro" (livros ilustrados). Os cientistas verificaram que, os brinquedos de menino foram preferidos pelos machos, os brinquedos de menina foram preferidos pelas fêmeas, e os brinquedos neutros foram utilizados por igual período de tempo por machos e fêmeas.

É bem possível que, além das influências culturais, a preferência das crianças por certos brinquedos também reflita diferenças biológicas inatas. Estas diferênças inatas teriam sido selecionadas ao longo da evolução por pressões seletivas, como: caça, defesa do território, acasalamento e cuidado da prole; e assegurariam a perpetuação da espécie.

Fonte de consulta: Cahill, L. (2005) Ele, ela. Scientific American Brasil, ano 4, número 37.






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Sexta-feira, Maio 13, 2005


De Mudança para Natal


Sempre penso em retomar meu blog.
Sinto muita falta de escrever.
Mas acabo sempre achando alguma coisa mais urgente para fazer.
Espero que com minha mudança para Natal eu encontre novamente minha inspiração.
Ainda não sei quando irei me mudar.
Só sei que esperei muito tempo por isso.
Sentirei saudades de Brasília!





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Domingo, Outubro 24, 2004


Emprego


Tem me faltado inspiração para atualizar isto daqui.
Prometo que em breve darei um jeito nisto.
Finalmente arrumei um tão sonhado emprego.
É emprego temporário, mas já ocupa o meu tempo, me arruma compromissos e paga minhas contas.
Até entrevista em jornal este emprego já me arrumou!!
http://www.jornaldacomunidade.com.br/noticias.asp?edicao=830&caderno=3&id=5006





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Segunda-feira, Outubro 04, 2004


Efeito Flynn


Pesquisa realizada com crianças de 7 a 11 anos fornece bases científicas para a sabedoria popular: a cada geração, as crianças ficam mais inteligentes. O "efeito Flynn" foi comprovado no Brasil pela professora Carmen Flores Mendonça (UFMG), que verificou um ganho de 10 pontos a cada cinco percentis (medida de inteligência) nos últimos 70 anos.

Existem basicamente dois grupos de testes de avaliação da inteligência humana: os que avaliam a "inteligência fluida" (aquela que nasce conosco) e os que avaliam a nossa "inteligência cristalizada" (aquela que é adquirida ao longo da vida).

Aparentemente, os aumentos observados são maiores para a inteligência fluida, e ocorrem em todos os níveis sociais e em todas as idades. Isto sugere que há influências de um fator biológico no crescimento, além da natural evolução cultural.

Este aumento democrático da inteligência está sendo interpretado como sendo o resultado de melhorias alimentares e das condições de vida da população humana.

Fonte de consulta: Primi, L. (2004) A evolução da inteligência infantil. Scientific American Brasil, ano 3, número 28.





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Domingo, Setembro 26, 2004


A Vingança é Recompensada



A maioria de nós não consegue deixar de esboçar um sorriso ao infligir uma punição merecida a alguém. Agora os cientistas sabem o porquê. A neurocientista Dominique de Quervain (Universidade de Zurique) e seus colaboradores descobriram quais regiões ligadas ao prazer em nossos cérebros são ativadas durante a o ato de vingança e que continuamos a punir apesar do custo embutido na ação

Num experimento, quinze homens participaram de jogos com dinheiro real. Se alguém fosse desonesto com o dinheiro, os demais escolheriam como puni-lo. Os cientistas perceberam que uma parte do cérebro conhecida como estriato (importante para sensações de satisfação e excitação) era ativada enquanto os participantes escolhiam como punir seus colegas.

Em seguida, os pesquisadores analisaram se os voluntários infligiriam punições mesmo se lhes custassem algo. A maioria escolheu impor o castigo até quando lhes custava parte do dinheiro. Neste caso, o estriato foi ativado, assim como uma área chamada córtex pré-frontal medial, que possui um papel no balanceamento de custos e benefícios. Assim os voluntários poderiam decidir se seguiam adiante com a vingança.

A vingança sempre foi encarada como um ato irracional, que não oferece benefícios a quem pune. Contudo, segundo o psicólogo Brian Knutson (Universidade de Stanford), o cérebro é dotado de um auxílio emocional proeminente, uma agradável sensação de satisfação, que garante a realização da vingança. Segundo Dominique de Quervain, os experimentos apóiam a hipótese de que as pessoas obtêm satisfação da punição e são recompensadas por suas ações.

Agora eu sei porque muitas vezes não consigo deixar de tomar certas atitudes moralistas, mesmo quando estas têm um forte conteúdo autodestrutivo.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo (27/08/2004).





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Domingo, Setembro 19, 2004


A Terra Branca


Uma nova hipótese, descrevendo o clima que o nosso planeta apresentava na época do surgimento dos primeiros organismos vivos (entre 750 e 580 milhões de anos atrás), tem ganhado força recentemente. Segundo a hipótese da "Terra Branca", períodos de extremo aquecimento da atmosfera e de megaglaciações teriam se alternado.

A distribuição peculiar e única das massas continentais (ver figura) neste período poderia explicar o desencadeamento da glaciação planetária. Segundo a hipótese, o resfriamento partiria do congelamento de vastas áreas oceânicas em volta dos pólos. As pequenas massas de terra teriam favorecido o aumento da precipitação, com aumento de deposição de neve. Com o aumento da cobertura de gelo e neve menos radiação solar seria absorvida pelo planeta, que refletiria a maior parte dos raios solares de volta ao espaço. A atmosfera se resfriaria cada vez mais, aumentando a camada de gelo que aumentaria o frio, criando um ciclo de resfriamento contínuo, fazendo com que o planeta fosse totalmente coberto por um manto de gelo de mais de um quilometro de espessura.

O manto glacial e a ausência de superfície líquida oceânica impediriam a remoção de dióxido de carbono atmosférico, que se dá por dissolução no oceano e pela ação do intemperismo nas rochas. A grande atividade vulcânica da época também ajudaria a aumentar os níveis de dióxido de carbono atmosférico, causando um efeito estufa capaz de elevar a temperatura da Terra à 40oC. O gelo seria rapidamente derretido e o ciclo se reiniciaria.

Segundo o geólogo Paul Hoffman (Harvard University), esta extrema reversão climática teria atuado como um filtro seletivo, determinando o florescimento da vida nos períodos posteriores.

Fonte de consulta: Villela, R.J. (2003) A hipótese da Terra "bola de neve". Scientific American Brasil, ano 2, número 17.






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Terça-feira, Setembro 14, 2004


Blogs of Note


Minha semana de fama chegou ao final.
Até que foi interessante.
Nunca imaginei que algum dia estaria no Blogs os Note.
Pra dizer a verdade, até hoje não sei como isto aconteceu.
Segundo um conhecido meu eles escolhem por sorteio. Rs...
Mais um dos mistérios da internet...
Obrigado a todos que por aqui passaram.
Voltem sempre.





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Sábado, Setembro 11, 2004


Por que chove nos finais de semana?


Acordamos cedo e nos deparamos com um lindo nascer do sol e um céu quase sem nuvens. À medida que o dia transcorre o calor aumenta. Do lado de fora, um belo dia de sol nos convida a um banho de cachoeira. Encerramos o expediente com o belíssimo espetáculo de cores do poente.

Isto se repete dia após dia, como uma forma elaborada de tortura psicológica. Até que chega o final da semana... Um céu cinza cor de chumbo toma o lugar do céu azul límpido. A temperatura cai e pancadas de chuva assolam a cidade. Está arruinado o nosso lazer.

Esta não é uma situação incomum. Na verdade, um estudo que analisou a precipitação anual de chuvas em certas áreas dos EUA verificou que haveria uma maior propensão à ocorrência de chuvas durante os finais de semana. Mas, existe alguma forma de explicação para este fenômeno que não utilize as leis de Murphy? Aparentemente, sim.

Ciclos de sete dias não são eventos comumente encontrados na natureza, o que sugere que este fenômeno deva ter alguma relação com a atividade humana. Segundo climatologistas, durante o transcorrer da semana nós estaríamos despejando imensas quantidades de poluentes (e.g.: fumaça de automóveis e de fábricas) na atmosfera. Estas partículas seriam absorvidas e acumuladas pelas nuvens, atraindo e condensando vapor d'água. Ao final de alguns dias a condensação atingiria níveis altos, fazendo com que as gotas de água caíssem na forma de chuva. A chuva realizaria um verdadeiro trabalho de faxina nas nuvens, fazendo com que o ciclo retornasse ao princípio.

Mais uma vez, o homem pode ser apontado como sendo o responsável pela sua própria desgraça.

PS: quero agradecer a todos pelos inúmeros comentários. Assim que puder irei retribuir as visitas.





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